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IMPRENSA
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29 de October, 2011
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Problema de caixa limita prestação de Nuno Matos e Filipe Serra na última etapa da Baja Portalegre
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Depois de um início auspicioso, com o 4º melhor tempo absoluto no Prólogo, dupla de Portalegre enfrentou sucessivos problemas mecânicos na etapa de hoje, vindo a terminar no 23º lugar
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Derradeira prova do ano do calendário nacional e internacional de todo-o-terreno, a 25ª edição da Baja Portalegre 500 não correu da melhor forma a Nuno Matos e Filipe Serra, com a dupla de Portalegre a não conseguir melhor que o 23º lugar final na sequência de sucessivos problemas mecânicos no seu Astra Proto ao longo da etapa de hoje. "Foi realmente um dia para esquecer. Confirmando os nossos piores receios da véspera, os problemas começaram logo aos primeiros quilómetros do setor inaugural e persistiram mesmo até final. Na verdade, só com muito esforço e persistência conseguimos atingir o final. Infelizmente, nem isso foi suficiente para conseguirmos confirmar o vice-campeonato absoluto, que falhámos por dois escassos pontos", explicou um desolado Nuno Matos à chegada a Portalegre. Se o 4º lugar alcançado no Prólogo de ontem até abria excelentes perspetivas à equipa, cedo se tornou claro que esta 25ª edição da Baja Portalegre 500 iria colocar dificuldades acrescidas à dupla que tinha vencido a anterior etapa do calendário português. "Durante o troço da manhã, o carro entrou sucessivamente em modo de segurança nas partes rápidas do percurso, precisamente quando o turbo estava em máxima carga. Perdemos imenso tempo, mas ainda assim conseguimos estar entre o top-10, deixando tudo em aberto para a parte da tarde", recordou o piloto. Após a paragem na assistência, a equipa decidiu retirar pressão ao turbo, procurando remediar o problema. E embora limitado em potência, Nuno Matos até começou bem o segundo e mais longo setor desta baja, recuperando duas posições e subindo até 8º da geral. Contudo, os problemas regressaram pouco depois, "quando à saída de uma curva lenta ficámos com a caixa encravada em 1ª velocidade. Cheguei a pensar que a prova terminaria ali… Mas, após várias tentativas e muitos minutos perdidos, conseguimos engrenar a 3ª velocidade e seguir assim até final. Foi um esforço tremendo que, infelizmente, não chegou para segurar a vice-liderança do campeonato. Em todo o caso, fica a certeza de que tudo fizemos para alcançar este objetivo num ano que serviu essencialmente de adaptação ao novo carro", disse ainda Nuno Matos, no final de uma época em que subiu ao pódio por duas vezes e festejou a sua primeira vitória de sempre à geral numa prova do Campeonato. "Apesar de tudo, provámos que conseguimos já andar ao nível dos mais rápidos e que a aposta pelo Astra Proto, no início desta época, foi a mais acertada, pois trata-se de um carro com um enorme potencial competitivo. É isso que espero continuar a provar ao longo do próximo ano", conclui Nuno Matos.
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28 de October, 2011
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Nuno Matos e Filipe Serra entre os mais rápidos na etapa inaugural da Baja Portalegre 500
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Dupla de Portalegre foi uma das boas surpresas deste primeiro dia de prova do ACP ao garantir a quarta melhor marca do Prólogo, a apenas 2,6 segundos dos mais rápidos
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Confirmando o bom momento que a equipa atravessa, Nuno Matos e Filipe Serra protagonizaram, esta tarde, uma das boas surpresas do Prólogo que marcou o arranque oficial da 25ª edição da Baja Portalegre 500, última prova do ano pontuável para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno e Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno. Motivado pela recente vitória na Baja TT Idanha-a-Nova e também pelo enorme apoio que recebeu do muito público presente, o piloto do Astra Proto surpreendeu neste arranque ao estabelecer o quarto melhor tempo da geral, gastando apenas mais 2,4s que os mais rápidos a cumprir os 5,52 km do percurso. "Acho que foi talvez o meu melhor Prólogo de sempre aqui em Portalegre. Saiu tudo certinho de início ao fim e o apoio do público ao longo de todo percurso foi absolutamente fantástico", confessou Nuno Matos à chegada. "A minha única apreensão agora é conseguir resolver em definitivo um pequeno problema no turbo que identificámos já na véspera. Não sendo grave, limita um pouco o desenvolvimento do motor em baixa rotação", revelou. Relativamente à postura para a decisiva etapa de amanhã, Nuno Matos reafirma que "o grande objetivo é confirmar o vice-campeonato absoluto. Mas obviamente que numa prova que conhecemos particularmente bem, vamos tentar arriscar um pouco mais, procurando andar sempre próximo dos lugares da frente. Para já, e face ao resultado de hoje, provámos que estamos ao nível dos mais rápidos", concluiu o piloto. Com início agendado para as 7h00 da manhã deste sábado, a segunda e decisiva etapa da Baja Portalegre 500 compreende dois setores seletivos com 142 e 236 km de extensão, respetivamente, estando a chegada ao final prevista para as 15h15 da tarde.
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22 de October, 2011
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Nuno Matos e Filipe Serra querem confirmar vice-campeonato na 25ª Baja Portalegre 500
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Depois da surpreendente vitória alcançada na Baja TT Idanha-a-Nova, dupla de Portalegre procura fechar época em beleza na mais antiga e carismática etapa do calendário nacional de todo-o-terreno
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Protagonizando um final de época notável, com uma vitória e um terceiro lugar nas duas últimas provas, Nuno Matos e Filipe Serra chegam à derradeira etapa do calendário, a Baja Portalegre 500, em excelente posição para confirmarem o vice-campeonato absoluto na sua época de estreia na principal categoria do todo-o-terreno. "Após ser Campeão Nacional de T8 em 2007 e 2008, Campeão Nacional de T2 em 2009, conquistar o título mundial de T2 em 2010 e vencer a minha primeira prova à geral em 2011, nada me deixaria mais feliz do que sagrar-me Vice-Campeão Nacional absoluto no final da minha quinta época completa no todo-o-terreno", refere Nuno Matos, à partida da prova onde cumpriu a sua estreia na modalidade. Natural de Portalegre, Nuno Matos orgulha-se de acompanhar esta baja já desde a sua primeira edição, há 25 anos: "Lembro-me de faltar às aulas para ir de bicicleta assistir ao prólogo. Ainda miúdo, já sonhava um dia estar ali a competir", recorda o piloto que começou por ser… navegador. "Disputei o meu primeiro Portalegre em 1997, ao lado do meu irmão. E assim continuei até 2001, quando ele me pediu para o substituir a 15 dias da partida. Desde aí, tenho sido um assíduo participante e, este ano, vou já para a minha 15ª presença em Portalegre – décima como piloto", pormenoriza. No ano em que celebra as suas "bodas de prata", a jornada organizada pelo Automóvel Clube de Portugal juntará, à partida, quase uma centena de equipas na categoria automóvel, incluindo os principais aspirantes ao título da Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno, que ali se decide. "Sem dúvida, estão reunidos todos os ingredientes para uma prova de grande nível e que se prevê muito disputada. Sabemos que a concorrência será fortíssima, mas isso também só aumenta a nossa motivação. Como sempre, estaremos concentrados na nossa prova e no nosso principal objetivo, procurando também contribuir para o espetáculo e para a grande festa que é sempre esta baja Portalegre", conclui Nuno Matos. Em termos de estrutura, a 25ª Baja Portalegre 500 será disputada ao longo de 2 etapas para os automóveis, num total de 433 km cronometrados, divididos por uma Super Especial, a disputar na tarde de sexta-feira, e por 2 setores seletivos de 172 e 253 km, respetivamente, ambos a percorrer no sábado.
PROGRAMA DA PROVA
Sexta-feira, 28 de outubro 14h00 Partida da 1ª Etapa 14h30 Partida do SS1/Super Especial (7,07 km) 15h30 Chegada da 1ª Etapa
Sábado, 29 de outubro 06h30 Partida da 2ª Etapa/Secção 2 07h00 Partida do SS2 (172,56 km) 11h25 Partida da Secção 3 11h45 Partida do SS3 (253,98 km) 15h15 Chegada prevista da 2ª Etapa 17h00 Cerimónia de Pódio 20h30 Distribuição de Prémios
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24 de September, 2011
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Nuno Matos surpreende em Idanha-a-Nova e vence pela primeira vez uma prova do Campeonato português de TT
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Piloto de Portalegre estreia-se a vencer à geral com um carro 100 por cento nacional e logo na sua época de estreia na categoria T1. Resultado de hoje coloca-o na vice-liderança do campeonato absoluto
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Nuno Matos e Filipe Serra festejaram este sábado a sua primeira vitória absoluta no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, impondo-se a toda a concorrência na Baja TT Idanha-a-Nova, a quarta e penúltima jornada do calendário nacional da disciplina. Apenas três semanas depois de conquistar aquele que foi o primeiro pódio da sua carreira, graças ao terceiro lugar na Baja TT Proença-Oleiros, o piloto de Portalegre volta a fazer história na região centro do país, colocando o Astra Proto no primeiro lugar da geral após os mais de 300 km de percurso cronometrado delineados pela Escuderia de Castelo Branco. Após três títulos nacionais conquistados entre 2007 e 2009 (dois no Agrupamento T8 e um no Agrupamento T2) e a consagração mundial na Taça FIA de Bajas na época passada, Nuno Matos faz agora história ao vencer uma prova logo na sua temporada de estreia na categoria T1 e ao volante de um carro 100 por cento nacional. "É uma sensação incrível e um resultado que supera todas as minhas expectativas, até por ser conseguido diante de três Campeões Nacionais e numa prova tão longa e difícil", começou por afirmar Nuno Matos à chegada a Idanha-a-Nova, após mais de 306 km de um setor disputado em linha e onde uma eventual paragem na Zona Assistência contaria para o tempo final. Mesmo sendo dos poucos pilotos a parar a meio da prova para substituir os quatro pneus do seu carro, perdendo quase 2 minutos para o então líder, a verdade é que Nuno Matos acabaria por ver a tua tática resultar na perfeição: "Preferimos jogar pelo seguro e desde o início que tínhamos planeado esta paragem. É claro que foi uma opção algo arriscada e que na altura nos custou o comando da prova. Mas, saindo com pneus novos para a segunda metade do percurso, pudemos manter uma toada forte até final, recuperando toda a desvantagem e ampliando mesma a margem para os nossos principais adversários", explicou ainda o piloto, que concluiu a Baja TT Idanha-a-Nova com uma confortável vantagem de 4m46s para Miguel Barbosa, precisamente o novo e virtual Campeão Nacional de Todo-o-Terreno. Com este resultado, Nuno Matos e Filipe Serra saltam diretamente para a vice-liderança do Campeonato Absoluto, onde totalizam agora 43 pontos. "A par do título mundial conquistado no ano passado, este é seguramente um dos momentos mais felizes da minha carreira desportiva e que gostaria de partilhar com todos os elementos da equipa, pelo fantástico trabalho que realizaram, com os meus patrocinadores, por terem sempre acreditado no sucesso deste projeto, e naturalmente com a minha família e amigos, por todo o apoio que sempre me transmitiram ao longo destes anos", prosseguiu o piloto, que fez ainda questão de enaltecer o trabalho do navegador, Filipe Serra. "É sempre o primeiro a incentivar-me e a puxar por mim. É um dos grandes responsáveis pela minha evolução como piloto e um elemento incansável neste projeto. Esta vitória é tanto minha como dele", disse Nuno Matos, minutos antes de festejar no pódio. A quinta e última prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, a Baja Portalegre 500, realiza-se entre os dias 25 a 27 de outubro.
CLASSIFICAÇÃO FINAL
Cl. Piloto/Navegador Viatura Tempo/Dif.
1º NUNO MATOS/FILIPE SERRA ASTRA PROTO 4h28m03,79s 2º Miguel Barbosa/Miguel Ramalho Mitsubishi Racing Lancer a 4m46,22s 3º Francisco Inocêncio/Pedro Velosa Nissan Navara a 7m22,01s 4º J. Dinis Lucas/Luís Tirano Mitsubishi Pajero a 9m42,82s 5º José Gameiro/António Saraiva Nissan Navara a 23m13,12s 6º André Amaral/António Albano Proto X3 a 25m55,80s
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23 de September, 2011
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Nuno Matos vence última Super Especial do dia e assume vice-liderança da Baja Idanha-a-Nova
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Piloto de Portalegre protagoniza excelente início de prova em Idanha-a-Nova. Vence pela primeira vez uma Super Especial e coloca-se a apenas 4,1 segundos da liderança
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Apenas três semanas depois de conquistar o primeiro pódio absoluto da sua carreira, Nuno Matos volta a estar em plano de evidência no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, assegurando esta tarde o melhor tempo absoluto na última passagem pela Super Especial que compunha o primeiro competitivo da Baja TT Idanha-a-Nova. Depois de um promissor terceiro lugar na primeira abordagem ao troço de 8,5 km, o piloto de Portalegre decidiu forçar ainda mais o andamento na segunda passagem, retirando 10 segundos ao seu anterior registo e colocando-se na vice-liderança da prova à partida para a decisiva etapa de amanhã, a somente 4,19 segundos do primeiro classificado. "Sem dúvida alguma, foi um excelente início de prova que, confesso, superou as minhas melhores expectativas. Entrámos bem no primeiro troço, mas percebemos logo que era possível arriscar um pouco mais na segunda passagem. Sentindo confiança no carro, forcei o andamento e acabei por garantir a minha primeira vitória absoluta numa Super Especial", resumiu Nuno Matos à chegada a Idanha-a-Nova. Embora plenamente satisfeito com o resultado deste primeiro dia e as excelentes indicações deixadas pelo seu Astra Proto, o piloto adverte que amanhã será um dia completamente diferente: "É claro que estamos muito motivados, mas a verdade é que nos espera um longo setor pela frente. Como sempre, vamos preocupar-nos em fazer a nossa prova, tentando encontrar um bom ritmo para compensar a paragem que temos já planeado na assistência, para troca de pneus. Veremos se será a tática mais correta, embora a minha convicção é a de que é sempre preferível jogar pelo seguro", adiantou ainda Nuno Matos. Com início agendado para as 12h30, a segunda e decida etapa da Baja Idanha-a-Nova compreende um Setor Seletivo único de 307,47 km, onde uma eventual paragem na Zona de Assistência contará para o tempo total da prova. A chegada ao final está prevista para as 17h00.
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18 de September, 2011
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Nuno Matos em Idanha-a-Nova para dar continuidade à sequência de bons resultados
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Piloto de Portalegre parte com a motivação em alta para a penúltima prova do campeonato após o excelente terceiro lugar conquistado há três semanas na Baja TT Proença-Oleiros
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Com o resultado da última prova ainda bem fresco na memória, Nuno Matos e Filipe Serra regressam já esta sexta-feira, 23 de setembro, à região centro do país, agora para disputarem a Baja TT Idanha-a-Nova, quarta e penúltima jornada do ano pontuável para o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, em nova organização da Escuderia de Castelo Branco. Motivado pelo excelente terceiro lugar conquistado na estreante Baja TT Proença-Oleiros, há apenas três semanas, o piloto do Astra Proto assume a ambição de poder subir ainda algumas posições no campeonato absoluto, onde ocupa atualmente o sexto lugar da tabela, embora a apenas 9 pontos do terceiro classificado. "Acima de tudo, queremos aproveitar o bom que estamos a atravessar para dar continuidade à sequência de bons resultados que temos vindo a conseguir nas últimas provas. Tal como provámos na Baja Espanha Aragon e, mais recentemente, na Baja TT Proença-Oleiros, temos vindo a progredir de forma consistente, explorando cada vez mais o potencial competitivo do nosso Astra Proto", como explica Nuno Matos. Sendo este o seu ano de estreia na categoria T1, o piloto admite que "há ainda um longo caminho a percorrer. Contudo, estamos cada vez mais adaptados ao carro e isso tem permitido aumentar os nossos índices de confiança. Sem entrarmos em loucuras, vamos tentar pontuar uma vez mais e situarmo-nos entre o grupo dos mais rápidos", acrescentou ainda Nuno Matos, perspetivando a prova do fim de semana. Dividida em duas etapas, a terceira edição da Baja TT Idanha-a-Nova compreende um percurso cronometrado de 315,69 km, iniciando-se na tarde de sexta-feira, a partir das 17h15, com a primeira de duas passagens por uma Super Especial de 4,11 km. Segue-se, ao longo da tarde de sábado, um Setor Seletivo único de 307,47 km, onde uma eventual paragem na Zona de Assistência contará para o tempo total da prova. PROGRAMA: Sexta-feira, 23 de setembro 16h55 Partida do Pódio para a 1ª Etapa 17h15 Partida para a 1ª passagem na Super Especial (4,11 km) 18h15 Partida para a 2ª passagem na Super Especial (4,11 km) 19h30 Entrada em Parque Fechado (Parque de Feiras de Idanha-a-Nova) Sábado, 24 de setembro 12h35 Partida do Pódio para a 2ª Etapa 13h00 Partida para o Setor Seletivo (307,47 km) 18h00 Chegada prevista ao final do Setor Seletivo 18h30 Cerimónia do Pódio (Parque de Feiras de Idanha-a-Nova) Mais informações em www.escuderiacastelobranco.pt |
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| | Há já demasiado tempo que não escrevia aqui… Quase há um ano e meio, estive agora a ver. Desde lá até agora, muitas coisas aconteceram que mereceriam uma crónica. Mas, por este ou aquele motivo, não as escrevi. O ano de 2009 foi efectivamente muito preenchido: A nível pessoal iniciei aquela que acredito que seja a mais longa e compensadora corrida da minha vida… O casamento com a, agora minha mulher, Teresa! E a nível desportivo consegui o objectivo de concretizar o projecto T2 no CPTT, que acabámos por vencer. Este ano, e como todos sabem, estou a disputar a Taça Internacional FIA de Bajas que liderámos quando estamos precisamente a meio do campeonato. Este fim-de-semana, e tal como prometido, regressei ao Campeonato Nacional para disputar o Ervideira Rali TT, uma prova onde quase conseguimos um resultado histórico, mas onde acabei por desistir já bem perto do fim. A verdade é que, com o álibi da falta de tempo, por falta de inspiração ou, quiçá até, pela famosa preguiça alentejana, acabei por deixar passar todo este tempo sem escrever o "Sentado na bacquet". Mas hoje decidi voltar à escrita, até porque preciso de "desabafar"! Assim, esta crónica será quase um desabafo, tal como a nossa prova foi quase perfeita. Como disse, regressámos este fim-de-semana às provas do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno para disputar o Rali Ervideira TT, terceira prova do calendário de 2010. Devido às adversas condições meteorológicas, esta foi uma prova muito difícil para todas as 53 equipas que se apresentaram à partida. Para mim, foi a mais difícil que já disputei, a lembrar as carismáticas bajas de Portalegre com muita lama, água e repleta de armadilhas. Um espectáculo de certo muito interessante de seguir pelos milhares de pessoas que se deslocaram à prova, quer sábado na Super Especial, quer domingo na dupla passagem pelos 150 quilómetros de pistas traçadas pela equipa da Sociedade Artística Reguenguense. Estão, por isso, de parabéns o clube organizador e o patrocinador que dá nome a prova pelo excelente trabalho de divulgação que levaram a cabo e provando que, desde que devidamente divulgadas, as nossas provas têm todos os ingredientes para juntar muito público a assistir. Começando pela Super Especial, cumprida a uma "estonteante" média de 39,3 km/h, o que em circunstâncias normais nos daria seguramente um último lugar isolado (!), neste caso, e devido às impróprias condições da pista da Herdadinha, "deu" um excelente 7º lugar à geral, à frente de muitos dos mais fortes candidatos à vitória final. Já domingo, e nos primeiros 150 quilómetros, subimos um lugar (6º) mas passámos para a liderança do T2 com uma "confortável" vantagem de quase 5 minutos para o promissor Ricardo Porém, piloto que viria no final a ganhar entre os T2. Confesso que estava expectante em relação ao lugar que iríamos ocupar entre as muitas e competitivas equipas que este ano estão a disputar o T2 a nível interno. E apesar das características especiais em que se disputou a prova, fiquei muito feliz por ver que estamos neste momento com um ritmo que nos permite pensar que poderíamos, caso tivéssemos conseguido reunir o orçamento necessário, disputar para além da Taça FIA também as demais provas do CPTT. Olhando para trás, desde que me iniciei há três anos nos campeonatos de TT, justamente em Reguengos, disputei 26 provas sendo esta a minha… 5ª desistência! Mas esta custou mais que as quatro anteriores juntas, até porque dessas quatro, em duas delas já era virtual Campeão (Portalegre 2007 e Castelo Branco 2009), numa outra sagrei-me Campeão no final da prova (Beja 2008) e, por último, uma outra também em Reguengos mas em 2008. A desistência deste ano tem muitas semelhanças com esta última, uma vez que desisti na estreia do campeonato no ano seguinte à conquista do título na categoria em que estava inscrito. Em ambas desisti já muito perto do final e quando tínhamos a vitória na categoria perfeitamente na mão. Mas ao contrário de 2008, em que desistimos quando ocupávamos o 12º lugar à geral, desta vez estávamos em segundo da geral, logo atrás do Miguel Barbosa que, também ele, viria a perder muito tempo na fase final do percurso. Não sei se conseguiríamos vencer, mas tudo me leva a acreditar que sim. O Lino Carapeta, que acabou por vencer a prova a nível absoluto, estava ao fim dos primeiros 150 km a 9 minutos de nós, tendo-nos recuperado 1 minuto nos primeiros 60 quilómetros do derradeiro sector selectivo, e mais 6 minutos nos segundos 60 quilómetros, por termos sido obrigados a parar por cinco vezes devido à água que apanhámos numa ribeira e que fez o nosso carro entrar sucessivamente em modo de segurança. Resumidamente, tínhamos 2 minutos de vantagem para os últimos 30 quilómetros, sendo que, na primeira passagem nesses mesmos 30 quilómetros, até fomos 30 segundos mais rápidos... Mas, matemática à parte, a verdade é que nunca vamos saber se teríamos ou não conseguido fazer história, vencendo a prova à geral num carro T2, categoria destinada aos carros praticamente de série, algo que só sucedeu por duas ocasiões, ambas por Francisco Esperto (Nissan Terrano I) e ambas em 1994 (Rali TT Montes de Fafe e no Rali TT Segafredo Zanetti), no primeiro ano em que o Campeonato Nacional foi oficialmente instituído. Porém, nada do que disse tira o mínimo mérito à espectacular vitória do Lino. Muitos parabéns a ele e a toda a equipa. Também muitas outras vezes foi ele que teve azares que não o deixaram terminar provas. Mas, como é óbvio, o que conseguimos ou, no caso, quase conseguimos, é fruto do empenho e dedicação de muita gente. Quer em Itália, quer este fim-de-semana, a nossa D-Max suportou todas as exigências de duas provas de dureza extrema sem revelar problemas de maior. Este desaire, para o qual ainda não temos uma explicação concreta - já que não sentimos que tivéssemos dado nenhum toque que justifique a quebra dos pernos da roda - nada tem que ver quer com a competitiva e fiável Isuzu D-Max T2 desenvolvida pela Prolama, nem com o excelente trabalho de manutenção feito pela equipa da A.MatosCar. E ainda que o que digo possa parecer publicidade para agradar a patrocinador, não o é. Digo-o porque o sinto efectivamente. A verdade é que todos os parceiros que estão connosco neste projecto e que nos têm acompanhado ao longo desta evolução, estão connosco, não só como patrocinador que ajuda a completar um orçamento que é necessário mas, também como parte integrante e responsável pelos sucessos e resultados por nós obtidos. Petronas, Isuzu, A.Matoscar e, claro, também a Fedima que com os F-Guide que nos disponibilizaram, tenho a certeza foram mais um dos factores desequilibradores a nosso favor e que nos ajudaram e muito a ultrapassar as dezenas de lamaçais que encontrámos ao longo do percurso. Quem lá esteve e viu a forma como ultrapassámos as zonas de lama em que conseguimos sempre ter tracção e progredir, de certo que percebeu que é verdade e sentido isto que digo. Por último, uma palavra para o Filipe, pelas muitas horas que temos passado juntos dedicado a este projecto, ainda mais este ano que logisticamente foi necessário desenvolver muito trabalho para preparar as provas internacionais. Mas, neste caso, e falando desta prova, a verdade é que a sua ajuda e experiência na leitura do terreno foram determinantes em muitos momentos durante a corrida. Quando no final do Ervidera Rali TT do ano passado disse "este foi o dia mais feliz da minha curta carreira" tinha-me estreado em T2 com uma vitória e com um excelente e surpreendente 7º lugar absoluto. Um ano depois, quando saí do carro e vi que teríamos que desistir pensei: "Este é o momento mais triste da minha carreira". E digo-o porque acredito que estive a um pequeníssimo passo de realizar um sonho sobre o qual nunca tinha pensado muito antes desta prova, e que seria vencer uma prova em termos absolutos. Mas depois deste fim-de-semana vou de certo passar a pensar que, afinal, com bocadinho de sorte, até teria sido possível. Disse a várias pessoas que esta foi a oportunidade de uma vida… Alguns tentaram consolar-me dizendo que talvez tenha outras. Sei que não é fácil, mas temos conseguido muitas coisas que antes também poderiam parecer demasiado difíceis. Por isso, no meio desta enorme desilusão, resta-me o enorme consolo e ânimo das muitas palavras que fui recebendo de muitos amigos que já tinha e de muitos outros que agora tenho graças às corridas. Todos eles, ou porque acompanharam a corrida ao vivo, ou pela internet, perceberam que ficámos a escassos 15 quilómetros de poder festejar juntos. A todos eles, sem excepção, o meu muito obrigado, e de certo que todos entenderão também que faça aqui um parêntesis para agradecer ao Filipe Campos, pela forma generosa e amiga como sempre me tem tratado. O telefonema que teve a simpatia de me fazer e as palavras que ele me dirigiu são, para mim, um enorme motivo de orgulho e um estímulo para o futuro. É um verdadeiro Campeão dentro e fora das pistas. Por tudo o que tem conseguido desportivamente e principalmente pelo seu carácter será sempre uma referência para mim.
E tal como disseram este ano muitas vezes os jogadores do "meu" Sporting no flash intervew: "Agora é levantar a cabeça e continuar a trabalhar para já no próximo jogo poder vencer". Até à próxima… |
Chegou ao fim a época de 2008 do CPTT, o meu segundo campeonato. O tempo passa a correr. Pode parecer um discurso um pouco piegas, mas é o que sinto de momento. É incrível como tudo aquilo de que realmente gostamos sabe tão bem, mas parece passar tão depressa. Parece que foi há dias que o meu irmão me ligou e disse: “Nuno, prepara o jipe que para a semana vais fazer Reguengos”. Foi assim que tudo começou há quase 2 anos. Eu tinha tentado no início do ano de 2007 montar um projecto que me permitisse realizar o meu maior sonho, fazer uma época inteira no CPTT, mas não consegui. Bati a muitas portas, mas o currículo que tinha com apenas algumas boas classificações na Baja Portalegre 500 era curto. Para além disso, a região de Portalegre tem um tecido empresarial fraco e os apoios não surgiram. Estava resignado e à espera de melhores dias, quando o meu irmão, uma semana antes da prova, me ligou para ir fazer Reguengos. Isto, porque ele tinha acabado de estabelecer um acordo de parceria entre a A.MatosCar e a Sociedade Artística Reguenguense, clube organizador do Rali TT Esporão. Nesse acordo, entre várias outras coisas, ficou previsto que eu teria condições especiais para a minha inscrição. Claro que o carro estava guardado, tal e qual tinha terminado a Baja Portalegre no ano anterior, mas estava a andar e o tempo que tivemos foi para mudar óleos e fazer uma revisão básica. Lá fomos, e conseguimos o segundo lugar entre os T8. Passado alguns dias abriram as inscrições para o Serras do Norte. Juntei algum dinheiro, e fui! Depois, veio o Transibérico e os resultados foram-me deixando cada vez mais entusiasmando: a possibilidade de discutir o título, algo que julgava impossível, fez-me fazer um esforço enorme e, praticamente só com a ajuda da Lubripor e um pequeno patrocínio da Cetelem, consegui estar à partida de todas as outras provas. Mas valeu a pena, pois conseguimos começar esta caminhada em que hoje nos encontramos. Este ano foi mais bem preparado. Apesar de tudo ter corrido tão bem, desportivamente, no ano de estreia, aprendemos muitas coisas que tínhamos de melhorar esta época. Por isso, tudo foi melhor planeado. Melhorámos os nossos apoios e a forma de lhes dar visibilidade. Obviamente que a compra do “novo” Terrano II 3.0 foi essencial. Com ele conseguimos as vitórias que não tínhamos conseguido no primeiro ano, sem por isso ter perdido a regularidade essencial para conseguir revalidar o título. Tudo isto com um custo que deve ter andado muito longe de ser dos mais altos entre as equipas que disputaram o campeonato T8 connosco. Nem sempre comprar um carro muito competitivo significa ter resultados, e muito menos comprar um carro barato significa ter uma época mais barata: agradeço, nesse particular, a ajuda e os conselhos do Filipe Serra, que se revelaram acertadíssimos. Mas, voltando ao início, terminou este fim-de-semana o campeonato de 2008. Para nós foi realmente perfeito fechar o ano com chave de ouro. Se me perguntassem em Janeiro se acreditava que este ano ia vencer 4 das 8 provas, entre as quais as mais importantes do calendário (Terras d’el Rei, Transibérico e Portalegre 500), e que ia ser a mais pontuada de todas as equipas de todos os agrupamentos, diria que acreditava numa boa época, mas tanto, era ser demasiado optimista. Felizmente, acabou por acontecer. Como tenho dito aos que me são mais próximos, seja lá o que for que me reserve o futuro na modalidade, tenho a certeza que irei ter muitas saudades deste ano. Tudo correu bem, e a Baja Portalegre foi o culminar disso mesmo: uma prova quase perfeita em que tivemos de novo a sorte e o mérito de vencer. De negativo, apenas o susto do turbo partido nos últimos quilómetros de prova, mas até isso serviu para dar ainda mais emoção e nos fazer sentir o quanto, mesmo estando já decidido o campeonato, é bom e importante poder ganhar em casa, poder ganhar na rainha das provas do nacional de TT. Já há 12 anos que tenho o privilégio de fazer a Baja Portalegre: primeiro ao lado do meu irmão e, nos últimos anos, a conduzir. É realmente “A Prova”. Acompanho-a desde a sua primeira edição. Os portalegrenses, entre os quais me incluo, desde sempre que a tornaram no acontecimento do ano na cidade. Tenho alguns DVD’s com imagens das primeiras edições, num deles lá estou eu, com uns 12 anos, na minha BMX a ver o prólogo. Lembro-me de sempre me “auto-dispensar” das aulas para ir ver o prólogo, e não era ir só ver os carros passar. Era também estar ali desde a altura em que os pilotos iam a pé reconhecê-lo. Era ir no fim-de-semana antes escolher o melhor local para ver. Enfim, uma paixão de criança que hoje tenho o privilégio de viver por dentro. Tudo era muito diferente do que é hoje. Naquela altura terminar os 800 quilómetros de prova disputados num só dia com carros praticamente de série, era, só por si, uma enorme vitória. Hoje já não é assim, pelo menos para a maioria dos pilotos. A verdade é que, mesmo tornando-se diferente ao longo dos anos, o “raid”, como muitos ainda lhe chamam, soube sempre ser capaz de arrastar multidões para ver passar jipes e motas. Os portalegrenses vibram com o Todo-o-terreno de competição e arrisco-me a dizer que são os mais fervorosos adeptos da modalidade em Portugal. Para mim, que sou piloto da terra, devem imaginar o quão indescritível é o que se sente quando se passa em algumas zonas do percurso, onde mares de gente puxam por nós, deixando-nos completamente arrepiados. È absolutamente incrível e aproveito para agradecer o apoio que o público nos tem dado de forma sempre crescente, ano após ano. Para encerrar o tema Baja Portalegre 500, é obrigatório abrir aqui um parêntese para prestar homenagem e vincar a minha enorme admiração pelo homem responsável por tudo isto. Chamam-lhe, com toda a justiça, o “pai do Todo-o-terreno em Portugal”. Falo obviamente do Eng. José Megre. Sou, tal como todos os amantes de TT, um discreto mas incondicional admirador seu, e do seu trabalho. A qualidade das organizações que conseguem pôr de pé é unanimemente de um nível inigualável. Já estive como membro da organização e como piloto, e sei que todo o reconhecimento que seja dado ao Eng. José Megre e à sua equipa, será sempre pouco para pagar tudo o que fizeram, e fazem, pelo TT no nosso país. Vamos agora entrar no defeso. Eu estou desde a prova de Castelo Branco a trabalhar na próxima época, e espero poder concretizar mais um sonho: poder correr em T2. A acontecer, sei que me vou “lançar aos leões” e que este é um mundo muito diferente. Obviamente que o mais cómodo seria ficar no T8, ou até parar, mas quero evoluir. Sei que, se o conseguir, me espera um ano difícil, mas acredito que o T2, sendo o mais competitivo dos agrupamentos, e onde estão muitos e muitíssimo bons pilotos, é a categoria perfeita para fazê-lo. Tenho consciência das minhas limitações, principalmente quando comparado com outros pilotos bastante mais experientes e reconhecidamente talentosos. Alguns deles pilotos que admiro desde há muito, como o Francisco Esperto. Mas, ainda assim, ambiciono poder ir para junto deles. Se o conseguir, será um ano de adaptação e aprendizagem onde não levarei mais nenhuma expectativa do que a de chegar ao final do ano um piloto mais completo do que sou hoje. Até lá, se esse for o caso, ainda temos muito trabalho e muitas voltas que dar. Espero que as voltas sejam menos do que aquelas que terão que dar todos os que vão estar nas 24 Horas de Fronteira, que encerrarão a época, e nas quais ainda não sei se vou estar por fora a assistir ou por dentro a competir. No entanto, seja qual for o caso, será com toda a certeza oportunidade de estar de novo junto de algo de que tanto gosto: as corridas. Até a próxima... Nuno Matos
Esta segunda crónica, ao invés de “sentado na bacquet”, bem que se poderia chamar “a acompanhar a Baja de Beja”. Isto porque foi assim, a acompanhar a prova, depois de uma desistência logo nos primeiros quilómetros, que pude celebrar pela segunda vez o título no agrupamento T8. A antepenúltima prova do campeonato não começou da melhor maneira para nós. Pela primeira vez este ano, não conseguimos vencer a Super Especial. Tentámos atacar, como sempre, mas o traçado rapidíssimo não ajudou à obtenção de um resultado melhor que o 4º lugar entre os T8. A menos de 5 segundos do 2º, é verdade, mas confesso que me senti um pouco frustrado. Para além disso apanhei um valente susto, talvez o maior da época: um excesso na passagem de uma vala quase deitou tudo a perder logo no primeiro quilómetro da SE. Tirando isso acho que fizemos tudo bem e num bom ritmo, mas não foi o suficiente para chegar nem perto do “Suprasónico” Henrique Marques, que conseguiu o 9º lugar da Geral à frente do 1º T2, dando assim um sinal de alerta para aquilo em que se poderá transformar o T8 em 2009, caso a FPAK não seja sensível às alterações que o T8 exige, de forma a criar algumas limitações ao actual regulamento para que este continue a ser equilibrado e acessível para quem quer entrar para o TT de competição. Domingo nem aquecemos, logo que partimos percebemos que a pilha dos intercomunicadores não aguentaria todo o troço, e depois do Jaime telefonar à equipa a pedir uma nova pilha, o turbo partiu! Na 3ª feira anterior à prova tinha ido ao Porto para resolver o problema que tínhamos encontrado no turbo, quando a equipa se preparava para me deixar o carro pronto para um teste, para “desenferrujar” depois de mais de dois meses parado. Não sei o que se passou afinal, mas isso agora não é importante. Senti-me novamente frustrado e impotente. Aí devia estar a razão da ansiedade pouco habitual que me acompanhou na semana que antecedeu a prova. Tempo de pensar positivo, e depois de levar o carro até Beja, aproveitei para, passados dois anos, voltar a acompanhar uma prova do nacional de todo o terreno. Foi bom! De fora percebe-se o porquê deste desporto ter tantos adeptos, ainda que com listas de inscritos que começam a “emagrecer”. É espectacular vê-los passar, os homens da frente, num ritmo diabólico, bons carros, bons pilotos, quem é que não vibra? Mesmo mais cá para trás, o interesse não desvanece tanto como talvez já tenha acontecido. A competitividade no restante pelotão é notória e toda a gente anda rápido dentro das limitações da sua “montada” e do seu orçamento. Uma diferença: estava a ver passar alguns pilotos que hoje ainda admiro mais que há dois anos, mas com os quais tenho hoje o privilégio de poder conviver de perto. A propósito disso, mesmo não conhecendo bem as outras modalidades, penso não estar a mentir se disser que existe no TT um ambiente especialmente simpático entre as equipas. Sei que assim é no T8 e sinto-o também no T2, uma realidade que conheço mais de perto. Por tudo isso, foi especialmente bom poder ver, vibrar e apoiar amigos que as corridas têm o condão de nos proporcionar. A notícia de que o Jorge estava com problemas chega ainda no primeiro ponto onde fomos ver a prova. De seguida vem o telefonema do Virgilio (actual piloto do Terrano II de troféu com que o ano passado disputei o campeonato), que depois de ficar sem travões decidiu não continuar e arriscar algo pior para a “saúde” do meu velhinho “Pássaro Azul”. Em jeito de brincadeira deduzimos que alguma espécie de gripe das aves tinha chegado a Beja para pôr os dois “Pássaros Azuis” fora da corrida, logo eles que têm dado tantas provas de resistência às “intempéries”. A confirmação da desistência do Jorge chega quando já esperávamos, na Zona de Assistência o Terrano II do Leontino e do Gonçalo, também eles assistidos e preparados nas oficinas da Lubripor, é que estavam a fazer uma estupenda prova que lhes valeu o 3º lugar final entre os T8. Mesmo que este ainda não tenha sido o guião com que sonhei para garantir o tão desejado título, o mais importante foi mesmo o alívio de ver “arrumadas” as contas a nosso favor, até porque às vezes o que parece fácil complica-se, e muito. Tempo de uma cerveja e um brinde à vitória, de telefonemas de partilha com a família e amigos. Obviamente que eles, entretanto, já sabiam que nós estávamos a fazer aquilo que eles costumam fazer: acompanhar a prova. Faço aqui um parêntese, até porque o momento é de celebração e portanto de agradecimentos: ao apoio que toda a minha família e amigos me dispensam, em particular ao meu irmão sem o qual todo este “sonho” jamais se teria tornado realidade. Ao Jaime, para além do amigo que sempre foi, é hoje também um elo determinante na obtenção dos nossos resultados. Uma palavra ainda para todos os que connosco disputaram este campeonato: sem a sua réplica, este título não teria o mesmo sabor. Conjuntamente com os membros da Associação de Pilotos T8, soubemos desenvolver, em prol do nosso agrupamento, um respeito e visibilidade que este nunca antes tinha conhecido. Agradeço também a carolice e amizade do João, do Jorge, do Manuel e do Orlando que são os quatro responsáveis mais directos pela “saúde” do nosso Terrano II, e também às pessoas que com maior ou menor visibilidade nos ajudaram ao longo da época - esses saberão que falo para eles. Por último aos nossos patrocinadores, o obrigado pela confiança que depositaram em nós e no nosso projecto, e é por isso, e porque sem essa decisiva ajuda nada disto seria possível, que lhes dedico este título. Agora vem aí Castelo Branco, prova que, ao contrário da maioria dos pilotos, gostei bastante no ano passado. Espero ter a sorte do meu lado e poder fazer um bom resultado que dê moral para A PROVA, o mais esperado fim-de-semana do ano, o “meu” Portalegre! Mas… talvez aproveite esse tema para uma próxima crónica. Até lá começarei a preparar 2009. Decidido está não fazer mais nenhum ano em T8, confesso que gostava de subir mais um degrau e poder para o ano conseguir montar um projecto em T2. Tudo farei para o conseguir, apesar de não depender exclusivamente de mim. A vontade dos nossos patrocinadores e dos apoios que consigamos juntar será determinante. Uma época em T2 exige um orçamento muito mais elevado que em T8 e precisaremos de merecer, mais uma vez, a confiança dos apoios que já temos e, eventualmente, de outros que se juntem ao nosso projecto. Mas acredito que com os resultados desportivos que temos alcançado, bem como o trabalho que desenvolvemos no retorno do investimento que os nossos patrocinadores fizeram em nós, merecerá a sua confiança em mais uma etapa que espero poder concretizar. Até a próxima... Nuno Matos
Fui desafiado a tempos pelo Helder, "dono" deste site a escrever como ele me disse, de quando em vez uns textos para uma área de crónicas que iria criar depois da remodelação do site, segundo as suas palavras podia escrever sobre o que quisesse e como quisesse, salvaguardando obviamente que o fizesse respeitando todas as pessoas, diga-se que também tal possibilidade não me passou pela cabeça a não ser, como tive oportunidade de lhe disse na hora, chamar-lhe a ele uns valentes nomes pela embrulhada em que ele me estava a querer meter. Disse-lhe a verdade, que não achava que tivesse muito jeito para a escrita, que era uma responsabilidade grande e que não queria faze-lo só por fazer principalmente por respeito ao próprio site e a quem o visita, que o facto dele não me dar um tema concreto para escrever era uma dificuldade, isto claro a juntar ao pouco tempo que o projecto da Cetelem Interdoces Team e as próprias corridas nos deixam para as demais coisas que temos de fazer na nossa vida. Disse-lhe que para já não dava, talvez um dia, mas ele custou a aceitar o meu não, é "teimoso" o rapaz, talvez essa mesma "teimosia" nos de hoje este site, sou testemunha das horas e horas que "perde" neste site, o empenho e dedicação que lhe dedica, e o meu não era menos uma ideia que com certeza achava que podia valorizar o seu site, ou como ele prefere chamar-lhe o nosso site, o site de todos os que gostam de TT de competição. Repensei, e aqui estou a escrever a primeira crónica, repensei porque acho que o trabalho que o Helder tem desenvolvido merece, tal como ele fez, o empenho e o assumir do risco, de todos nós, no sentido de colaborar e fazer crescer ainda mais o offroadphoto.com, penso não estar a exagerar, muito menos a ser injusto com algum outro site se disser que, este é actualmente o melhor e mais completo site do TT de competição em Portugal. Talvez não seja ainda conhecido como outros, mas não tenho qualquer dúvida que o tempo se encarregará de lhe dar o reconhecimento que merece. Aceitem por isso, os erros ou incorrecções que porventura aqui cometerei, estas crónicas mais não pretenderão ser do que o mostrar de vivencias, emoções ou perspectivas de um piloto de TT, mas antes de disso um amante da modalidade. Bom mas chega de introduções, decidi porque este foi também um desafio lançado no Fórum Racing TT, escrever uma das muitas e muitas "estórias" porque passa quem anda nas corridas, e como esta é a minha primeira crónica não podia deixar de o fazer contanto como foi também uma das minhas primeiras corridas. Acho-a engraçada e revela um pouco daquilo que, bem ou mal (não sei), talvez se tenha perdido no Todo-o-Terreno de competição… 10º Baja Telecel 1000, ano de 1997, na altura no banco do lado a atrapalhar (navegar) o meu irmão, era o primeiro ano do Troféu Terrano II e por isso uma das primeiras corridas do "meu" velhinho "Pássaro azul". Nessa altura a prova, como muitos se recordarão, tinha para além do prólogo apenas um SS… e que SS, mais de 650 quilómetros ao cronómetro. Nós saímos do Estoril a horas de um rapaz de 19 anos (a minha idade na altura) chegar a casa num Sábado, mas a longa ligação lá deu tempo a que se fizesse de dia e assim foram os manos enfrentar a mítica prova pela primeira vez. Quilómetro 70 km, o Terrano, que na altura, como podem ver, ainda era branquinho, parte a transmissão da frente o que significava perto de 600 quilómetros só de tracção traseira, mas como ainda havia muita força e ainda mais moral continuámos sem hesitar, mas os quilómetros foram passando e as voltas que o Terrano obrigava a dar ao volante para se manter "apontado" para a frente eram muitas, os atascanços foram mais ainda e o mano Pedro já desesperava. Recordo-me de termos um enorme grupo de amigos em Fronteira à nossa espera, passámos lá já a anoitecer, uma festa enorme que para além de nos ter comovido nos deu mais alguma força para não parar. Mas aqueles últimos 200 quilómetros foram sem dúvida de sofrimento. O prazer há muito tinha dado lugar a pensamentos do tipo, "mas o que é que eu ando aqui a fazer", já não havia posição no banco, bem já não havia nada…. Até que o meu irmão a cerca de 100 kms do fim desiste de lutar contra o seu próprio cansaço e diz-me que não conduz mais. Eu tinha a carta a pouco tempo e nunca tinha sequer conduzido um jipe quanto mais um carro de corrida, depois de invertermos papeis lá seguimos, o meu irmão ainda tentou, mas logo desistiu de olhar para o road-book, se já íamos devagar comigo a conduzir a coisa piorou drasticamente. Bem, mas vamos ao que interessa, eram umas 10 e meia da noite e faltavam uns 40 quilómetros para o final quando no meio do nada aparece um carro de corrida sem luzes em sentido contrário, era o Jorge Plácido (que corre agora em T2), paramos e aproveitamos para sair dos carros e fazer um ponto de situação, eu apesar de vir a conduzir sem notas tinha a ideia que não me tinha perdido e eles diziam que já tinham andado numa aldeia, etc, etc, nisto chega um outro piloto, que agora não me recordo o nome, navegado pelo Aníbal Mendonça (actual navegador do Jorge Plácido, foi alias ai que se conheceram), a única alternativa era obviamente ajudarmo-nos. Assim foi, terminamos a prova juntos, o Aníbal à frente, no meio o Jorge (sem luz), e nós no fim (sem tracção). Ainda atasquei mais um par de vezes mas lá chegamos ao final já bem perto da meia-noite. Somos até hoje todos bons amigos, e essa é aliás a grande moral da história. Apesar da ajuda que tive recentemente no Rali Transibérico da Alexandra Gameiro e do Rafael Feu provarem que ainda existe entreajuda no TT, hoje pára-se cada vez menos para dar uma “mãozinha” a quem tem algum problema, talvez justamente porque já não há SS de 650 kms, e por isso, tudo é discutido ao segundo sem margem para camaradagens destas. Até a próxima... Nuno Matos
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